Uma invenção feminina

31 julho 2009


" “O futuro é sem fio” Essa afirmação, feita há alguns anos atrás, é um retrato fiel do que estamos presenciando em nossos dias. Os cabos que interligam os diversos computadores e elementos de uma rede estão desaparecendo e novos dispositivos, nunca antes imaginados, estão se comunicando através de redes sem fio. Tudo isso é possível graças a uma velha tecnologia, descoberta por uma artista de cinema austríaca, da época da Segunda Grande Guerra. "
Newton C. Braga

As redes sem fio, telefones celulares e comunicações digitais por Radio Frequencia têm um aspecto comum em suas tecnologias. Todas operam pelo que se denomina Spread Spectrum (SS) ou Espectro Espalhado. Em especial, os sistemas wireless de redes locais (WLAN), que estão ocupando um espaço cada vez maior no mercado e muitos produtos que devem aparecer nos próximos anos fazendo uso dessa tecnologia. Dessa forma, ao se falar de qualquer rede que não empregue meios físicos, ou seja, sem fio ou de tecnologia wireless, o tema Spread Spectrum é obrigatório, assim como a tecnologia do salto de frequências ou frequency hopping.

Talvez um dos aspectos mais interessantes da tecnologia do Spread Spectrum (e Frequency Hopping) esteja no fato de que ela foi inventada por uma artista de cinema de Hollywood, que fez muito sucesso a partir dos anos 30. Nascida em 1913 na Áustria e falecida em 2000, Hedy Lamarr era artista e também uma engenheira eletrônica. Casada com um engenheiro, ambos foram procurados por Hitler, que estava em busca de um sistema de controle remoto para seus torpedos e bombas, o qual fosse à prova de interferências ou interceptação pelo inimigo. Hedy teve a idéia de se transmitir os sinais através de um sistema que mudasse constantemente de frequência (frequency hopping), mas não revelou isso a ninguém, tendo fugido para os Estados Unidos onde passou a fazer filmes. “Sansão e Dalila” com Victor Mature foi um dos seus maiores sucessos.

A oportunidade de voltar ao assunto veio em uma conversa com outro engenheiro americano que a convenceu a desenvolver o projeto. O resultado do trabalho conjunto foi a patente do processo de transmissão que hoje é a base da telefonia celular e de todas as comunicações sem fio por RF. Na época, não existia uma tecnologia que pudesse colocar em prática as ideias avançadas de Hedy. Somente algum tempo depois é que ela começou a ser utilizada em sistemas de comunicações militares. Se bem que Hedy não tenha recebido nada em troca por sua invenção, pois a patente venceu justamente quando os primeiros telefones celulares foram criados, deram-lhe como justa homenagem o título de “Patrona das Comunicações sem Fio”.


Sonda espacial terá hardware reconfigurável para múltiplas pesquisas

30 julho 2009



A grande maioria das descobertas sobre o Universo foi feita por meio de sondas espaciais. E elas poderiam ser ainda melhores se fossem um pouco mais versáteis - uma vez lançadas, suas características não podem mais ser mudadas e cada sonda servirá unicamente à missão para a qual foi inicialmente projetada.

Mas isto está para mudar. Toshinori Kuwahara, da Universidade de Stuttgart, na Alemanha, idealizou um satélite artificial de testes que conterá um hardware que poderá ser totalmente reconfigurado no espaço, podendo desempenhar várias funções diferentes, fazendo pesquisas não previstas quando ele foi construído e lançado.


Batizado de "Laptop Voador," o satélite poderá passar, por exemplo, de um sensor de poluição atmosférica para um detector de asteroides que se aproximam da Terra.

O nome não se refere a um computador embutido no satélite, mas ao fato de que os computadores comuns são máquinas voltadas para múltiplas finalidades, dependendo dos programas instalados.

Múltiplos instrumentos científicos

O satélite conterá um grande conjunto de instrumentos científicos e sensores, incluindo câmeras, imageadores multiespectrais, câmeras de infravermelho, rastreadores de estrelas, receptores de GPS e até um radar de sensoriamento da superfície dos oceanos.


Para que esses equipamentos possam operar em conjunto - eles geralmente equipam satélites e sondas espaciais com finalidades muito diferentes - são necessárias diferentes configurações de hardware, capazes tanto de operar equipamentos tão diferentes quanto de processar os dados que eles coletam. É por essa dificuldade que as sondas espaciais e os satélites de pesquisa hoje são feitos para desempenhar apenas uma ou, no máximo, duas tarefas.
E aí que entra o hardware reconfigurável.


Hardware reconfigurável

Para construir o satélite multitarefa, Kuwahara irá utilizar microprocessadores chamados FPGA (Field-Programmable Gate Arrays), que contêm portas lógicas que podem ser conectadas e desconectadas por chaves programáveis.
Tudo o que é necessário fazer para que o satélite passe a ser capaz de desempenhar uma nova tarefa é alterar a configuração das conexões das portas lógicas, o que poderá ser feito à distância, transmitindo as instruções para o satélite depois que ele estiver em órbita.


Os processadores FPGA são muito sensíveis aos raios cósmicos, que podem alterar sua programação e causar erros. Para resolver o problema, o pesquisador planeja usar vários FPGA de reserva, vários deles fazendo a mesmo tarefa de forma redundante. Um programa se encarregará de verificar qual é o resultado correto, com menor probabilidade de conter erros.

Aluguel de satélites

Segundo o pesquisador, a grande vantagem dos satélites e sondas espaciais reprogramáveis será a possibilidade de alugá-los para vários grupos de cientistas, interessados em fazer pesquisas em áreas totalmente diferentes. Cada grupo precisará unicamente reprogramar a sonda para que ela faça o trabalho desejado.

O Laptop Voador pesará menos de 100 quilogramas e será alimentado por um painel solar de um metro quadrado. Seu lançamento está previsto para 2012.


Alunos de engenharia Elétrica realizam Mini-Feira de Projetos

Para celebrar o começo das aulas do período 2009.2, o Ramo Estudantil IEEE junto com o grupo PET, a partir das 10h30 desta quinta-feira (30), realizará uma mini-feira com projetos realizados pelos alunos do curso de Engenharia Elétrica. A exposição será no laboratório de eletricidade I, localizado no bloco de eletrônica do Campus João Pessoa do IFPB.

São vários trabalhos pessoais e projetos.
LEIA MAIS: http://www.ifpb.edu.br/conteudo/noticias.php?id=2979

Palestra na UFPB vai mostrar a melhor forma de fazer negócio

29 julho 2009

“Ações Inovadoras na Forma de Fazer Negócios”. Este é o tema da palestra que será ministrada no próximo dia 6, a partir das 20h, por três diretores de uma rede global formada por jovens universitários e recém-graduados que se chama AIESEC e tem sede em Pernambuco.

A palestra, que acontecerá no auditório 211 do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal da Paraíba, é uma promoção da Federação Paraibana de Empresas Juniores (PB Junior), em parceria com o Hotel Verde Green, a Secretaria Especial de Integração Universitária e o Setor Produtivo.

Os diretores que vão proferir a palestra são: Flora Nunes, diretora de Intercambio de Tecnologia; Hugo Firmino, diretor de Marketing, e Edgard Melquíades, diretor presidente, Os três, dado o seu diferencial adquirido por meio da AIESEC, vão abordar as práticas inovadoras e meios empreendedores mais bem sucedidos no cenário mundial.

A AIESEC estimula a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança de seus membros para que impactem positivamente a sociedade.

“A realização da palestra faz parte do projeto da PB Junior, que tem como principal objetivo a promoção da educação empreendedora em negócios, proporcionando aos alunos das diversas instituições de Ensino Superior do Estado da Paraíba o contato com profissionais e organizações de renome nas diversas áreas do conhecimento e o acesso a informações relevantes para o sucesso no mercado de trabalho atual”, disse Diego Augusto da Silva Nunes, diretor presidente da PB Junior.

Os participantes precisam preencher formulário de inscrição e pagar uma taxa de R$ 3,00. Em João Pessoa as inscrições podem ser feitas na EJA Consultoria, Caje, Engaja e nas Coordenações dos cursos de Psicologia, Turismo, Odontologia e Química. Em Campina Grande, na UFCG (Prospect), na Unesc e na UEPB. E em Bananeiras na ECJ do campus da UFPB.



Lixo eletrônico vira banco para praças e parques públicos

Lixo eletrônico vira banco para praças e parques públicosSe a expressão "banco eletrônico" só lhe lembra do acesso via internet que você faz ao seu banco para pagar suas contas ou controlar seus investimentos é porque você ainda não viu a técnica que cientistas chineses acabam de desenvolver para reciclar a sucata eletrônica.

Bancos digitais

A equipe do Dr. Zhenming Xu, da Universidade de Shangai, desenvolveu um novo método de reciclagem que poderá transformar os computadores de ontem, assim como todo tipo de aparelho eletrônico, em verdadeiros "bancos digitais."

Mas um tipo de banco que não lembrará em nada a velocidade que um dia foi a marca registrada desses equipamentos, que se tornam obsoletos muito rapidamente.

Reciclagem das placas de circuito impresso

Embora os metais contidos nos circuitos eletrônicos, como cobre, alumínio, e até ouro, já sejam reciclados, a maioria dos materiais não-metálicos continua sendo jogada em aterros sanitários. Só as placas de circuito impresso respondem por cerca de 3% de todo o lixo eletrônico, em termos de peso.

Os pesquisadores desenvolveram um processo industrial para reciclar esses materiais não-metálicos, criando um material intermediário que pode ser utilizado para a fabricação de bancos para parques e praças, grelhas para esgotos e cercas.

O material também pode funcionar como um substituto para a madeira e outros materiais estruturais, já que ele é tão resistente quanto o concreto armado, graças à presença das resinas e outros materiais fibrosos que compõem as placas de circuito impresso.


Fonte: Inovação Tecnológica


28 julho 2009

Moléculas individuais substituem condutores elétricos


Um grupo internacional de pesquisadores deu um passo importante para o entendimento da condução elétrica por meio de moléculas individuais, um objetivo perseguido pela nanotecnologia e vislumbrado como uma das alternativas para o futuro da eletrônica.


O uso de moléculas como componentes eletrônicos tem grande potencial tecnológico, mas ainda esbarra em um grande problema: as moléculas somente se tornam condutoras sob tensões muito elevadas.

Moléculas com elétrons ímpares

Agora os pesquisadores descobriram que isso pode ser superado utilizando moléculas que possuam um número ímpar de elétrons. Essas moléculas tornam-se condutoras sob tensões mais baixas e ainda atingem uma condutância muito superior àquela das moléculas com número par de elétrons.

A maioria das moléculas estáveis tem uma configuração fechada com um número par de elétrons. Embora usar um número ímpar de elétrons possa parecer algo simples, essas moléculas são muito difíceis de sintetizar - daí a importância desta pesquisa, que representa um passo fundamental para a nanotecnologia e para o futuro da eletrônica.

Interfaces orgânico-inorgânico

Como resultado deste trabalho, passa a ser tecnicamente possível substituir os elementos metálicos dos circuitos eletrônicos por moléculas individuais, abrindo novas possibilidades para a eletrônica molecular, para o desenvolvimento de sensores ultraminiaturizados e para a criação de interfaces entre materiais orgânicos e inorgânicos.

As interfaces orgânico-inorgânico permitem o contato direto entre sistemas biológicos, como as células humanas, e circuitos eletrônicos, usando moléculas condutoras de eletricidade como se fossem eletrodos biocompatíveis. Para conhecer um outro avanço recente nesta área, veja
Escova molecular liga eletrônico ao biológico e cria biocélulas de energia.

Fronteira final da miniaturização

"Esta pesquisa nos coloca consideravelmente mais próximos da fronteira final da miniaturização dos componentes eletrônicos," afirma o professor Egbert Zojer, que participou da pesquisa.

Contudo, apesar do entusiasmo do pesquisador, o trabalho está ainda em nível bastante inicial, restando um longo caminho da demonstração em laboratório até a viabilização da sintetização das "moléculas ímpares" em grande escala e a sua inserção em circuitos práticos.


Conheça o eletroposto brasileiro

27 julho 2009





Neste posto 100% sustentável é possível abastecer carros e motos movidos a eletricidade com energia solar
Você sabia que no Brasil já existe um eletroposto? Ele fica instalado em uma fábrica localizada em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Nós fomos até lá para mostrar como funciona este local para abastecimento de carros elétricos 100% sustentável.

Clique no link abaixo para conhecer mais sobre o projeto de utilização de placas solares para conversão em energia elétrica, além de conhecer as scooters que utilizam este motor.

Ícones, janelas, menus - Quando a informática vai evoluir?

25 julho 2009


A interação homem-computador está passando por uma revolução, entrando em uma era multimodal que vai muito, muito além do atual paradigma, chamado WIMP - Windows-Ícones-Menus-Ponteiros. Agora, um grupo de pesquisadores europeus desenvolveu uma nova plataforma de desenvolvimento gratuita que poderá acelerar essa revolução.

Problema complexo

Nós temos a tecnologia. Então, por que nossas interfaces primárias homem-computador continuam baseadas no paradigma WIMP, que já tem 35 anos de idade?

Voz, gestos, toque, háptica,feedback de força e muitos outros sensores ou atuadores já estão disponíveis, prometendo simplificar e simultaneamente melhorar a interação dos humanos com os computadores. Mas nós continuamos travados a cento e poucas teclas, um mouse e dores nos pulsos.

Em parte, o passo lento do desenvolvimento de interfaces é apenas a história se repetindo. A história dos sistemas mecânicos que funcionavam mais rápido do que a escrita manual é uma saga de 150 anos e, eventualmente, levou ao desenvolvimento do teclado padrão QWERTY nos início dos anos 1870.

Em parte, o problema é de complexidade. As interfaces devem se adaptar à morfologia e à neurologia humanas e têm que tornar seu trabalho mais fácil do que era antes. Pode levar um bocado de tempo para descobrir como otimizar essas interfaces.

A revolução das interfaces

A revolução já começou, com os sistemas de toque e os sistemas baseados em gestos reinventando os telefones celulares e os videogames. Mas o ritmo do desenvolvimento e da chegada desses avanços ao mercado tem sido dolorosamente lento.

É isso o que querem mudar os pesquisadores do projeto OpenInterface (interface aberta) que iniciou seu trabalho a partir dos muitos dispositivos de interação atualmente disponíveis - telas de toque, sensores de movimento, reconhecimento de voz e muitos outros - e está trabalhando para criar um programa de desenvolvimento de código aberto capaz de dar suporte de forma rápida e fácil ao projeto e desenvolvimento de novas interfaces de usuário mesclando os diversos tipos de dispositivos de entrada de dados disponíveis.

"Esses dispositivos e modalidades de uso estão disponíveis há muito tempo, mas sempre que os desenvolvedores tentam empregá-los em novas aplicações ou simplificar seu uso, eles precisam reinventar a roda," diz Laurence Nigay, coordenador do projeto OpenInterface.

Sistema de desenvolvimento de interfaces multimodais

A nova plataforma OpenInterface pretende acabar com isso. A plataforma consiste em um kernel, que é uma ferramenta gráfica para a montagem de componentes e um repositório de componentes de software.

O sistema OpenInterface permite que os desenvolvedores explorem diferentes possibilidades de interação. Um desenvolvimento mais rápido significa mais iterações de uma nova interface para se obter uma interface multimodal que seja utilizável.

No estágio atual, o sistema inclui vários dispositivos e modalidades de interação, incluindo o Shake, um dispositivo de sensoriamento de movimento, o Wii remoto (Wiimote), o iPhone, dispositivo de captura Interface-Z, vários programas de reconhecimento de voz, acompanhamento do movimento dos dedos por câmeras e vários conjuntos de ferramentas, incluindo ARToolKit e Phidgets.

Os pesquisadores já construíram diversos tipos de aplicativos que demonstram a capacidade do novo sistema, mesclando os diversos recursos à sua disposição. Um deles usa um Wiimote para operar a visualização de slides. Outro desenvolveu controles para um videogame usando o sensor de rotação do iPhone em conjunto com o sensor de movimento do Wiimote.

Os usuários podem escolher qualquer dispositivo de interação que queiram.

Aplicações multimodais para PC e celular

"Todas essas aplicações foram desenvolvidas simplesmente para demonstrar a capacidade do sistema OpenInterface para desenvolver rapidamente e prototipar novas interfaces multimodais em um PC e em telefones celulares combinando diversos dispositivos de controle," explica Nigay.

As aplicações multimodais podem ser desenvolvidas tanto para PC quanto para telefones celulares. O sistema é de código aberto - o que significa que é gratuito - e suporta várias linguagens de programação.

O OpenInterface pode ser baixado do site www.oi-project.org. Veja na seção Showcase do site mais filmes demonstrando as possibilidades de uso da nova ferramenta.


Fonte: Inovação Tecnológica


Ceitec cria chip nacional para rastreamentos de veículos e produtos

24 julho 2009

Rastreamento total

A Ceitec S.A., empresa estatal vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), apresenta hoje, em São Paulo, um novo produto que serve de base para uma família de chips para rastreabilidade, com aplicações na área de transportes e logística.

Com tecnologia 100% nacional, criado no centro de desenvolvimento da empresa, em Porto Alegre (RS), o chip é voltado para a identificação de veículos e cargas, usando a frequência de 915 MHz, com possibilidade de larga utilização no País. A tecnologia utilizada é conhecida como RFID, sigla em inglês para identificação por radiofrequência.

Aplicado em veículos, os chips podem conter todos os dados do automóvel ou caminhão, como placa, Renavam, número do chassi e situação tributária. "Assim, é possível realizar o rastreamento dos carros, verificar quais veículos estão inadimplentes, identificar veículos roubados, realizar cobrança automática de pedágio, etc", explica o presidente da Ceitec S.A., Eduard Weichselbaumer.

Nichos de mercado

Os chips foram desenvolvidos pela Ceitec e poderão ser fabricados pela empresa na sua planta industrial em Porto Alegre. "Garantimos a propriedade intelectual ao Brasil e contribuímos para a diminuição do déficit da balança comercial no segmento de semicondutores", diz o presidente.

A família de chips desenvolvida pela Ceitec tem diversas aplicações, como rastreamento de paletes e mercadorias, pagamento eletrônico de pedágios, controle de bagagem e automação de aeroportos, identificação de medicamentos e outras diversas possibilidades. "A Ceitec demonstra, desta forma, que tem os produtos mais modernos e adequados para oferecer a diversos segmentos do mercado de radiofrequência", afirma Weichselbaumer.

Além do segmento de RFID, a Ceitec atua em outros dois nichos de mercado: comunicações sem fios e multimídia digital. Nesse setor, a empresa já desenvolveu o chip para modulação de TV Digital.

Fábrica nacional de semicondutores

A Ceitec, criada por decreto presidencial em novembro de 2008, é especializada no desenvolvimento e produção dos chips conhecidos como ASSP (Application-Specific Standard Products).

A empresa tem capacidade para desenvolver chips de alta tecnologia, exercendo papel estratégico para a indústria microeletrônica do País. A fábrica, em fase final de implantação e certificação, será a única da América Latina capaz de produzir chips. A Ceitec coloca o Brasil entre os principais países do mundo no desenvolvimento de microeletrônica avançada.

O investimento feito pelo governo brasileiro objetiva desenvolver a indústria de semicondutores, atraindo novos fabricantes, gerando as condições para a consolidação da indústria microeletrônica avançada no País. Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), nos países desenvolvidos, o setor eletrônico responde por 12% do Produto Interno Bruto (PIB).

Além da receita gerada pela comercialização de chips e contribuir para a diminuição do déficit da balança comercial de semicondutores, a Ceitec contribui para geração interna de renda ao manter a propriedade intelectual de todos os produtos desenvolvidos.

Fonte: Inovação Tecnológica


Material com supercondutividade superficial pode revolucionar eletrônica

23 julho 2009


Difícil imaginar um período histórico chamado "Era do Telureto de Bismuto" ou mesmo um lugar chamado "Vale do Telureto de Bismuto." Mas esse material de nome estranho pode ser o composto químico capaz de criar processadores e computadores mais eficientes do que tudo o que pôde ser feito até hoje com o tradicional silício.

Salto evolutivo da informática

Previsto pela teoria apenas muito recentemente, e um sonho antigo de todos os cientistas que trabalham com eletrônica, esse novo material permite que os elétrons circulem sem perdas de energia em sua superfície, a temperatura ambiente. E pode ser fabricado utilizando a tecnologia atual de semicondutores.

Com essas qualidades, o telureto de bismuto tem tudo para patrocinar um salto na velocidade dos circuitos eletrônicos atuais e até mesmo se tornar um "novo silício" para um tipo de computação totalmente novo, chamado spintrônica, que se espera ser o próximo salto evolutivo da informática.

Elétrons com fluxo superficial livre

Agora, os físicos Yulin Chen e Zhi-Xun Shen e seus colegas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, usaram uma fonte síncrotron de raios X para determinar experimentalmente que o telureto de bismuto é um "isolante topológico" a temperatura ambiente.

Isolantes topológicos, que permitem o fluxo livre de elétrons em sua superfície, não são como os supercondutores e nem servem para a transferência maciça de eletricidade sem resistência. A diferença é que a classe de materiais a que pertence o telureto de bismuto consegue transferir apenas correntes muito pequenas, mas suficientes para serem utilizadas no interior dos chips.

Elétrons sem caminho de volta

Esta quase mágica é possível graças a elétrons surpreendentemente bem-comportados. O spin de cada elétron é alinhado com o movimento do elétron - um fenômeno chamado efeito spin Hall quântico e descoberto recentemente. Este alinhamento é um componente-chave na criação de dispositivos spintrônicos, componentes que vão muito além dos atuais componentes eletrônicos.

"Quando você atinge algo, normalmente ocorre um espalhamento, com alguma possibilidade [da partícula] retornar," explica o teórico Xiaoliang Qi. "Mas o efeito spin Hall quântico significa que não é possível retornar pelo mesmo caminho de ida."

É esse "detalhe" que permite que os elétrons fluam sobre a superfície do telureto de bismuto - e de outros materiais que venham a apresentar a característica de isolante topológico - virtualmente sem resistência. Os elétrons vão se chocar, mas apenas se desviarão, nunca retornando, não aquecendo o material e resultando em um fluxo de eletricidade extremamente eficiente.

Próximo da aplicação prática

E os pesquisadores descobriram que o telureto de bismuto é ainda melhor do que os teóricos haviam previsto.

"Os teóricos chegaram muito perto," explica Chen, "mas há uma diferença quantitativa. Os experimentos mostraram que o telureto de bismuto pode tolerar temperaturas ainda mais altas do que os teóricos previram. Isto significa que o material está mais próximo da aplicação prática do que pensávamos," diz o pesquisador.

Extremamente entusiasmante

E o telureto de bismuto não é um material exótico, ele forma cristais tridimensionais e pode ser crescido facilmente pelas técnicas tradicionais. A partir daí, tudo o que será necessário será dopá-lo, acrescentando elementos para lhe dar as características necessárias para a fabricação dos componentes eletrônicos desejados.

Os pesquisadores chamaram a descoberta das novas propriedades do telureto de bismuto de "algo extremamente entusiasmante." Segundo eles, o material "poderá nos permitir construir um componente eletrônico com novos princípios de funcionamento."


Fonte: Inovação Tecnológica

Fábrica virtual permite construir seu próprio veículo

22 julho 2009


Esqueça as listas de opcionais e mesmo as opções de tunning e personalização. Agora já é possível programar os robôs industriais, escolher as peças e montar o seu próprio veículo, com o design e a mecânica do seu agrado.

Pelo menos no mundo virtual do Second Life. Pesquisadores do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, disponibilizaram uma fábrica virtual que permite que os usuários liguem as correias transportadoras, acionem os robôs, pintem o veículo e, ao final, curtam o veículo que eles próprios produziram.

Fábrica de emoções

"Com a fábrica 'eMotions', nós queremos familiarizar as pessoas com as modernas e avançadas fábricas da atualidade. Nós também queremos demonstrar como as mídias mais modernas podem colocar as coisas em movimento," diz Stefan Seitz, um dos criadores da "fábrica transparente."

O mundo virtual Second Life tem crescido exponencialmente. Em 2007, entre 20.000 e 40.000 pessoas estavam simultaneamente online ao longo das 24 horas do dia. Em 2009, esse número está variando entre 50.000 e 80.000 usuários.

Fábrica virtual

Na fábrica virtual, o avatar pode escolher o tipo de veículo que ele deseja produzir, configurá-lo para ser possante ou gastar pouco combustível, escolher a cor e assim por diante. A fábrica por enquanto só produz quadriciclos.

Uma vez feitas as seleções, as peças começam a ser fabricadas e montadas, passam pelo controle de qualidade, tudo podendo ser acompanhado pelo avatar em tempo real, que também pode parar e inspecionar o processo de fabricação a qualquer momento.

O programa também funciona como uma plataforma educativa. Módulos de aprendizado localizados em vários pontos do processo dão ao usuário informações relevantes sobre o processo - como a produção é controlada, como uma prensa funciona etc.

Controle pelo telefone

"O principal desafio estava na reprodução do controle lógico da produção. Em outras palavras, dizer ao sistema como produzir uma peça na máquina A, transportá-la para a máquina B e montá-la lá. Até agora, a plataforma do Second Life não oferecia suporte a isto," diz Seitz.

Com o lançamento da fábrica virtual, as empresas ou usuários individuais poderão usar os diversos blocos para construir suas próprias fábricas virtuais, fabricando o produto que desejarem.

Os cientistas integraram à fábrica virtual até mesmo um sistema de reconhecimento de voz, o que permite que as máquinas e os robôs sejam controlados pelo telefone.


Fonte: Inovação Tecnológica

Pesquisador da USP cria célula solar com 80% de eficiência

21 julho 2009


No Instituto de Química (IQ) da USP, o pesquisador Sérgio Hiroshi Toma construiu aglomerados de moléculas, átomo por átomo, demonstrando uma das principais técnicas da nanotecnologia, que é a chamada fabricação "de baixo para cima", em que as estruturas são fabricadas usando átomos ou moléculas individuais.

Esses aglomerados, que utilizam o metal rutênio, são chamados de clusters, ou aglomerados, e dão origem a materiais que utilizam a luz para gerar eletricidade com alta eficiência, podendo ainda mudar a cor dos vidros que envolvem.

Construindo moléculas úteis

Hiroshi Toma é pesquisador do Laboratório de Química Supramolecular do IQ. Segundo o professor Henrique Eisi, orientador da pesquisa e coordenador do laboratório, a nanotecnologia molecular constrói, átomo por átomo, materiais que tenham alguma função útil.

"Para cada aplicação, construímos as moléculas ideais", explica. "Desenvolvemos uma molécula por vez. Depois, as conectamos e construímos uma 'máquina molecular', que desempenha o papel desejado," diz o pesquisador.

Célula fotoeletroquímica

Em sua pesquisa, Hiroshi desenvolveu uma célula fotoeletroquímica - um dispositivo que converte luz em eletricidade - com os aglomerados de rutênio. O diferencial em relação às outras células solares é a sua eficiência de 80%: a cada 100 mil fótons (partículas de luz) que incidem sobre a placa, 80 mil elétrons são liberados.

Para construir a célula, o pesquisador forrou placas de vidro condutor de eletricidade com um filme microscópico de dióxido de titânio e borrifou nele as moléculas criadas no laboratório. Todas as vezes que a luz bate nas moléculas, elas liberam elétrons. A corrente elétrica formada serve para manter funcionando pequenos aparelhos eletrônicos domésticos.

"Essa tecnologia é cara, mas não precisa de muita luz para gerar eletricidade", explica o professor. "Por isso acredito que fará sucesso para mover pequenos aparelhos, como calculadoras, dispensando as pilhas".

Insulfilme colorido

O pesquisador também desenvolveu um filme para envolver vidros - semelhante ao tradicional insulfilme - que pode mudar de cor reversivelmente ao receber eletricidade. Para que o vidro mude de cor, basta submetê-lo a diferentes tensões. A estrutura projetada no laboratório do IQ mistura cristais de dióxido de titânio com moléculas de rutênio.

Uma das possíveis aplicações dos filmes, chamado filmes eletrocrômicos, é impedir o calor de escapar dos ambientes por irradiação, funcionando como a parede espelhada de uma garrafa térmica. Outras aplicações são em outdoors e painéis de decoração. Os pesquisadores desenvolveram uma "biblioteca de moléculas", que permite criar vidros que abrangem diversos intervalos de cores.

Moléculas inorgânicas


"Os melhores dispositivos já desenvolvidos são baseados em moléculas orgânicas, que desgastam rápido", destaca Eisi. "Eles são caros. Assim, há grande interesse comercial na tecnologia que desenvolvemos. Melhorando o sistema será possível fazer uma tela, como as de LCD". A invenção não foi patenteada pelo grupo de pesquisadores a tempo e é de domínio público.

As invenções do pesquisador renderam-lhe o prêmio de melhor tese na área de química, concedido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A CAPES é um órgão do Ministério da Educação que avalia e incentiva mestrados e doutorados.

Fábrica em Jundiaí-SP recicla lixo eletrônico







93% dos equipamentos fabricados seguem a Rohs, regra europeia que assegura a não utilização de metais pesados
No Distrto Industrial de Jundiaí, interior de São Paulo, uma empresa consegue unir tecnologia e respeito ao meio ambiente. A fábrica adotou diversas soluções ecológicas e recebeu o ISO 14000, mas isso foi só o começo. Hoje, um centro de reciclagem de lixo eletrônico funciona por lá. Somente em 2008, cerca de 469 toneladas de aparelhos velhos foram reciclados.

2º Prêmio Varejo Sustentável Wal Mart Brasil

20 julho 2009

A rede de hipermercados Wal Mart está promovendo o 2º Prêmio Varejo Sustentável Wal Mart Brasil, destinado a estudantes de nível técnico, superior em tecnologia e graduação, sem distinção de cursos ou período. As inscrições vão até 11 de setembro de 2009.

O objetivo do projeto é estimular a pesquisa e difundir as propostas dos estudantes dos cursos brasileiros para o desenvolvimento da sustentabilidade em toda a cadeia varejista, de relacionamentos e em níveis de atuação, identificando novos projetos, práticas, idéias ou aplicações com potencial de desenvolvimento no varejo.

Os projetos deverão ser destinados para aplicação imediata no segmento varejista supermercadista em uma ou mais entre as seguintes áreas-tema:

1.Ecoeficiência, redução e reciclagem de resíduos:

Serão aceitas propostas de processos, métodos e procedimentos que visem:

  • Uso eficiente de água e energia (elétrica, gás, combustíveis, etc.) e/ou
  • Redução da geração de resíduos sólidos e/ou
  • Reciclagem de resíduos e/ou
  • Tratamento e destinação final de resíduos sólidos (em especial os resíduos orgânicos) e/ou
  • Gerenciamento de resíduos e/ou
  • Redução de emissões de gases de efeito estufa e/ou
  • Neutralização de emissões de gases de efeito estufa.
Áreas de aplicação:

- Lojas e centros de distribuição
- Escritórios

2.Produtos e Embalagens Sustentáveis:

Serão aceitos projetos que visem à melhoria dos produtos e embalagens em relação a:

  • Composição do produto e/ou
  • Design de produtos e embalagens e/ou
  • Análise de ciclo de vida e/ou
  • Processos de fabricação e/ou
  • Distribuição de produtos e/ou
  • Exposição no ponto-de-venda e/ou
  • Aspectos sociais.
Áreas de aplicação:

- Produtos e embalagens comercializados pelo varejo supermercadista

3.Processos e métodos de avaliação, medição, minimização e mitigação dos impactos ambientais dos produtos comercializados no varejo supermercadista.

Áreas de aplicação:

- Produtos e embalagens comercializados pelo varejo.

4.Ações Sociais no Negócio:

- Projetos que visam a promoção de comunidades em situação de vulnerabilidade através de proposta de negócios sociais inovadores relacionados a um ou mais temas abaixo:

  • Negócios Sociais realizados por meio de projetos que utilizam os mecanismos de mercado (demanda, oferta, lucro, etc.) para promover a inclusão social do consumidor final;
  • Ações para o varejo como impulsionador de negócios sociais;
  • Projetos que proporcionem o envolvimento de funcionários e fornecedores do Wal-Mart na promoção de impactos sociais positivos;
  • Comércio Solidário;
  • Profissionalização de jovens;

Áreas de aplicação:

- Lojas e centros de distribuição
- Escritórios
- Cadeia logística
- Comunidade no entorno de lojas, escritórios e centros de distribuição

Mais informações e inscrição no site www.premiovarejosustentavel.com.br.

Videos Oberdan na EE

18 julho 2009

Como postagem número 100 nada melhor do que os videos do Presidente...Para quem já viu relembrar e quem não viu aproveitar!

Dança do molusco

http://www.youtube.com/watch?v=5xRMMEB3hkQ

Dança do creu

http://www.youtube.com/watch?v=Jv8vlAIDEaQ

Video aula

http://www.youtube.com/watch?v=WdjUOimPfNA&NR=1

Declaração de amor de oberdan para Nathalia

http://www.youtube.com/watch?v=J0zfOiPkp2w


O sonho de oberdan

http://www.youtube.com/watch?v=e2XivWphkg0



Churrasco da turma

17 julho 2009











Ministério da Saúde testa máquina das camisinhas

15 julho 2009


Consultores do Ministério da Saúde (MS) estiveram no campus João Pessoa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), nesta segunda-feira, para avaliar a máquina que distribui camisinhas, feita na instituição. O protótipo do chamado dispensador de preservativo foi elaborado a partir do concurso nacional realizado pelo MS em parceria com a Setec/MEC, onde o antigo Cefet-PB ficou em segundo lugar. Como os alunos que fizeram o primeiro modelo já concluíram o Ensino Superior e o professor orientador está afastado para doutorado, uma nova equipe do IFPB foi convidada a trabalhar na máquina.


Este novo modelo, orientado pelo professor José Aniceto Duarte, está sendo feito pelos estudantes Harlan Ellison, Victor Peixoto, Felipe Henrique e Iogo Teixeira, do curso de Automação Industrial, e Fernanda Nicolai, de Design de Interiores. Há nove meses a equipe vem trabalhando nesta máquina, que funciona de modo semelhante à de distribuição de refrigerante com ficha ou moeda. Na máquina do IFPB, o usuário, que seria um aluno cadastrado, digita sua matrícula e senha para ter acesso a um preservativo masculino.


Na apresentação feita pelo professor Aniceto, todo o mecanismo da máquina foi explicado, bem como os materiais utilizados e até os problemas que tiveram de ser solucionados para que o protótipo funcionasse com perfeição. Os consultores do MS são Fábio Francisco Evangelista Leal, do Complexo Industrial e Inovação em Saúde, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, e dois convidados da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Carlos Cziulik e Josmael Roberto Kampa. Carlos é pró-reitor da UTF-PR e participou da elaboração do edital do concurso, no qual a instituição paraibana foi premiada em 2007, e Josmael fez parte do julgamento.


Os consultores esclareceram dúvidas e fizeram algumas sugestões para o aperfeiçoamento da máquina. As principais orientações foram no sentido de deixar a máquina mais segura para evitar vandalismo. Eles vão elaborar um relatório para o Ministério apontando a viabilidade da máquina para fabricação em escala industrial. Apesar de ter ficado em 1º lugar no Prêmio de Inovação Tecnológica, a equipe do Instituto de Santa Catarina não avançou nestas etapas e a máquina paraibana tem grandes chances de ser adotada.


O concurso também previa o trabalho de orientação sexual em paralelo e o Núcleo de Prevenção em Saúde do IFPB já está engajado no projeto. A apresentação foi assistida até pelo reitor João Batista Oliveira e professores da área, que também deram sugestões para o aprimoramento. A primeira versão do protótipo, vice-campeã do concurso, foi orientada pelo professor Alberdan Santiago e elaborada por Evandro Torquato e Thyago Vasconcelos, de Automação; Jéssica Macena, de Design; Matheus Pinheiro, de Telecomunicações, e Jânio Gomes, de Desenvolvimento de Software.


Ana Carolina Abiahy – jornalista do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba

 
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